Como ranquear sua IES no Google

Veja como o processo de captação de alunos da sua IES pode se beneficiar da otimização de conteúdos para motores de busca.

Tempo de leitura: 6 minutos. Você vai ler sobre:

  • Introdução ao SEO
  • Guia prático sobre como utilizar o SEO de modo efetivo
  • Fatores de ranqueamento
  • Como acompanhar os resultados

Já parou para pensar como o Google escolhe quem aparece em qual ordem nos resultados de busca?

Imagine se um aluno busca saber mais sobre a carreira que pretende seguir, por exemplo, e sua instituição de ensino está no topo da lista, sem você precisar pagar nada.

Há um conjunto de técnicas que torna isso possível. A ele damos o nome de SEO, sigla para Search Engine Optimization (Otimização para Motores de Busca).

Prestando atenção em algumas regras simples – e outras um pouco mais complexas –, o site da sua faculdade pode ganhar mais força e audiência orgânica.

Entenda que estratégia de marketing digital é essa e como aplicá-la no seu processo de captação de alunos.

O que é e para que serve o SEO

Todos nós recorremos a sites de buscas quando temos alguma dúvida ou queremos realizar algum tipo de transação.

Pode ser o Bing, o Yahoo, entre outros, mas, neste artigo, focaremos no Google, já que recebe mais de 40 mil pesquisas por segundo.

A empresa tem como missão “organizar todas as informações do mundo e torná-las universalmente úteis e acessíveis”.

Para tal, criou um algoritmo: um robô que segue regras bem-definidas, processa dados e executa instruções.

O algoritmo do Google é responsável por indexar e ranquear os conteúdos mais relevantes para o usuário a partir das palavras-chave que ele insere em sua busca.

É tão eficiente que 67% dos cliques costumam ser destinados aos 5 primeiros links que aparecem e 31% concentram-se apenas no primeiro, de acordo com estudo de 2014 do Moz.

Esse número deve fazer sentido se você pensar quantas vezes você vai para a segunda página de resultados ou analisa a primeira até o final quando está pesquisando algo.

O trabalho de SEO tem como objetivo, portanto, fazer com que o Google identifique com mais facilidade a relevância do seu conteúdo para um determinado termo buscado.

Se bem-executado, ele tende a melhorar o posicionamento daquela página no ranking gradualmente e, por consequência, gerar mais tráfego orgânico para ela.

Por exemplo: se a palavra-chave “faculdade de medicina” tem em média 22 mil buscas mensais, o primeiro resultado da lista receberia, aproximadamente, 6.800 visitas orgânicas apenas nessa página.

E de 6.800 em 6.800, há muita oportunidade de crescimento online: a partir dela, pode-se direcionar o usuário a outras páginas de seu interesse, captar seus dados para contato, engajá-lo e, posteriormente, concretizar uma venda.

Por isso, o SEO é uma das iniciativas mais eficazes e baratas para sua estratégia de marketing digital.

Não apenas isso, como estratégia de marca, estar entre os melhores resultados do Google também gera credibilidade. Posicionar-se em assuntos sobre os quais sua instituição de ensino tem domínio garante autoridade a ela.

Como funciona na prática

Cada conteúdo exige um trabalho individual de SEO. Há melhores práticas que se aplicam de maneira geral, mas nenhuma delas pode ser realizada em massa na elaboração do conteúdo.

Cabe, portanto, escolher minuciosamente as palavras que devem ser usadas em seus textos e cuidar para que cada etapa seja bem-executada.

1. Liste as possíveis palavras-chave

Há diferentes formas de buscar algo, desde termos genéricos (“marketing”, “curso de inglês”) a expressões mais longas e informacionais (“como estudar para o vestibular sozinho”, “inscrições abertas faculdade de direito”).

Por isso, antes de começar a elaborar um texto, pense: para encontrar o conteúdo que quero produzir, o que o usuário que precisa dele vai pensar em inserir no campo de buscas do Google?

Então, liste todas as possibilidades. A palavra-chave primária é o que vai guiar o desenvolvimento do seu conteúdo e deverá ser inserida estrategicamente no título, na URL, na meta-descrição, nas imagens e ao longo do texto.

Via de regra, quanto mais amplas, mais buscadas são as palavras-chave – porém, há também mais concorrência para estar no topo dessas buscas. Do outro lado, temos os termos chamados de “cauda longa”.

Esses, como costumam ter baixo volume de buscas, levam o nome por representarem a porção classificada de forma decrescente na curva de Pareto.

Eles tendem a ser mais fáceis de trabalhar pela baixa concorrência, mas requerem uma compensação em número de páginas ranqueadas para simbolizarem, em conjunto, resultados expressivos.

Essa relação não é absoluta. Há palavras-chave muito buscadas que não são concorridas (foque nelas) e outras pouco buscadas com alta competição (evite-as). Para descobrir onde se enquadra cada uma de sua lista, é preciso analisá-las.

2. Analise e escolha

Algumas ferramentas permitem descobrir alguns dados sobre a palavra-chave de seu texto que dão suporte à sua análise. Dois deles são especialmente importantes para ajudar na decisão:

volume de buscas médio mensal mostra a demanda por aquele assunto, colocado exatamente daquela forma.

Já o nível de competição aponta uma escala que varia de 0 a 100 e que indica a dificuldade de posicionar o termo – quanto menor o número, melhor.

Em geral, uma concorrência abaixo de 40 é positiva, sendo mais fácil e rápido posicionar um conteúdo de qualidade para aquela palavra-chave. Acima de 55, as probabilidades são menores, a não ser que seu site já tenha muita força por si só.

Recursos como o Google Keyword PlannerKeywordtool.io e o KWFinder dão ainda sugestões de palavras-chave relacionadas às que você consultou. Se conseguir identificar outras com maior volume de buscas e menor dificuldade, invista nelas.

Mas se a sua realmente for a melhor opção, use as sugestões das ferramentas como palavras-chave secundárias ao longo do texto para enriquecê-lo, contando que estejam dentro do campo semântico da palavra-chave escolhida.

Essas dicas, inclusive, são preciosas no momento de decidir nomes de cursos que a sua instituição oferece ou desenvolver descrições e outros materiais institucionais.

Ainda que seja muito válido usar da criatividade para atrair alunos, tente não fugir muito do que as pessoas já tendem a pesquisar online. Ser inovador é ótimo, mas ser encontrado também é importante.

3. Siga uma checklist

Para elaborar o conteúdo, algumas técnicas podem ajudar o robô do Google a fazer uma leitura dele mais facilmente. São detalhes simples, como inserir a palavra-chave no título ou na URL da página ou marcar em negrito termos que evidenciam aquele tema.

Porém, são tantos pontos para se levar em consideração que vale a pena fazer uma lista de checagem, recorrendo a ela a cada revisão de publicações. A maioria deles estará descrita mais abaixo, no tópico “fatores de ranqueamento”.

4. Acompanhe os resultados com paciência

Post publicado e compartilhado nas redes sociais? Excelente.

Agora prepare-se para monitorar os resultados pelos próximos dois meses a dois anos. Às vezes, conteúdos demoram mais a ser bem-posicionados e, por isso, é importante sempre revisitá-lo, atualizá-lo e divulgá-lo.

Pode ser que o Google leve um ano para considerar obsoleto o primeiro lugar de uma determinada pesquisa e perceba que o conteúdo do seu site está mais completo e atual. Isso é normal.

Além disso, os rankings de busca são sempre flutuantes. De repente, sua instituição de ensino tem um problema de servidor que prejudica a velocidade de carregamento do site, por exemplo, e alguns conteúdos caem algumas posições.

Na semana seguinte, eles estão de volta e, na outra, são ultrapassados de novo, por algum outro motivo. Por isso, é importante não apenas ter métricas para acompanhar, como também conhecer bem quais fatores são esses que o Google valoriza tanto.

Fatores de Ranqueamento

Vários fatores influenciam na posição de sites dentro dos resultados de busca do Google. Às vezes, eles dizem respeito apenas ao conteúdo da página que se está tentando ranquear; outras, ao site como um todo (domínio); ou, ainda, a como outros sites se relacionam com o seu.

Alguns dos mais importantes deles são:

  • utilização e posicionamento da palavra-chave no conteúdo;
  • quantidade de links internos e links de outros sites direcionando para o seu domínio (link building);
  • autoridade do domínio (a “reputação” do seu site na internet);
  • atualização constante de conteúdo;
  • experiência do usuário (tempo que ele passa em seu site).

Todos os fatores são categorizados em on page (na página) e off page (fora da página). É preciso sempre dar atenção aos dois – apesar de alguns fatores terem mais peso, todos eles trabalham juntos.

Como acompanhar

Não deixe de monitorar os números, pois são eles que indicarão os próximos passos de sua estratégia. Algumas métricas importantes para acompanhar:

  • tráfego orgânico;
  • posição média por página;
  • posição média por palavra-chave rastreada;
  • taxa de cliques (CTR) em link ranqueado na página de resultados de busca;
  • taxa de rejeição (bounce);
  • velocidade de carregamento;
  • quantidade de páginas indexadas pelo Google.

Ferramentas como o Moz e o SEMrush permitem rastrear páginas e analisar suas variações no ranking, bem como fazem auditorias de SEO em todo o site.

É importante também, nesse ponto, manter a equipe de tecnologia por perto para realizar conferências e fazer os ajustes necessários regularmente.

Mas lembre-se: o trabalho de SEO é apenas uma das primeiras etapas da sua estratégia para captação de alunos e deve ser complementado por outros canais do marketing digital.

Além disso, uma vez que alguém novo é levado até seu site, é preciso guiá-lo até a concretização da venda, pois há muitas fases entre um e outro. É normal que alguns usuários sejam perdidos no meio do caminho, mas não deixe que isso ocorra por conta de um funil de vendas com furos.

Gostou das dicas?

 

Confira também nesse link como fazer um bom marketing educacional online para atrair mais alunos e cadastre o seu e-mail aqui embaixo para receber mais conteúdos e novidades sobre o assunto:

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Sérgio Fiuza

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Sérgio é VP de Mercado da Quero Educação, startup que já inclui mais de 300 mil estudantes no ensino superior brasileiro por meio da concessão de bolsas de estudo. Além disso, construiu também carreira acadêmica, atuando como professor na Fundação Dom Cabral e Fundação Getúlio Vargas, além de participar de projetos no MIT e na Michigan State University.

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