10 livros incríveis sobre gestão de pessoas

Uma Gestão de Pessoas eficiente reflete diretamente sobre os resultados organizacionais, nos níveis público e privado

Durante o século XIX, a única finalidade dos Recursos Humanos era contabilizar os registros, as faltas e os atrasos dos trabalhadores. A inflexibilidade e falta de trato dos chefes eram marca registrada e ter de comparecer ao Departamento Pessoal era visto, erroneamente, como sinônimo de demissão.

Com os avanços tecnológicos e clientes cada vez mais exigentes, organizações e instituições de ensino compreendem que uma equipe de funcionários satisfeitos, felizes e motivados pode trazer benefícios ao empreendedor, que terá melhores resultados. Neste contexto, o setor de Recursos Humanos também vem se submetendo à inúmeras transformações.

Há uma importante diferença entre os termos Recursos Humanos e Gestão de Pessoas. O primeiro lida com contratações, análise de currículo, treinamento, saúde e segurança no trabalho, e acompanha a organização como todo. Já o segundo, que funciona como um braço do RH, tem o desafio de lapidar o profissional que as organizações procuram, desenvolvendo o crescimento organizacional, profissional e pessoal.

A necessidade de se montar um planejamento estratégico de gestão de pessoas, incentivando uma cultura administrativa com foco no cidadão, é algo que só passou a ser discutido nos anos 80. E o processo evolutivo dos recursos humanos teve diferentes fases, como veremos a seguir:

  • Fase contábil – a preocupação com os custos vinha em primeiro lugar. O que entrava e saía das organizações era registrado contabilmente;
  • Fase legal – o cumprimento das novas Leis Trabalhistas, consolidadas no governo de Getúlio Vargas, tinha de ser estrito; havia um profissional específico para garantir que os funcionários fossem tratados dentro da Lei;
  • Fase tecnicista – coincide com a implementação da indústria automobilística no Brasil. Burocracia vira sinônimo de praticidade, com o RH responsável por treinamento, contratação, higiene e segurança, pagamentos;
  • Fase administrativa – o foco começa a se voltar para o aspecto humanista, para os indivíduos e as relações entre eles, com a proliferação de sindicatos para proteger os trabalhadores;
  • Fase estratégica – o gerente de Recursos Humanos passa de funcionário de terceiro escalão à peça da diretoria nos assuntos relacionados a planejamento estratégico. O potencial individual e o desenvolvimento das equipes passa a ser levado em consideração.

Como os resultados dependem das habilidades e envolvimento dos funcionários, pode-se deduzir que esses resultados também são fonte de vantagem competitiva. Atualmente, acredita-se que a Gestão de Pessoas tem muito a contribuir com a instituição de ensino, por isso, muitas estratégias corporativas, como as aplicadas nas equipes responsáveis pela captação de alunos e pelo melhor atendimento ao aluno, devem vir da área de RH.

O que sua IES ganha com uma Gestão de Pessoas eficiente?

A Gestão de Pessoas é um elemento estratégico das organizações, ponto de partida para a busca da vantagem competitiva e de bons resultados. Eis algumas das vantagens de se investir numa estratégia para sua instituição de ensino:

Mais rapidez

Manter dados e informações num local de fácil acesso poupa o tempo do funcionário, que não terá de perguntar a um por um onde encontrar a resposta para determinado problema. Com os recursos em mãos, gera-se novos conhecimentos e aumenta-se a velocidade com que os processos são executados;

Mudança no padrão de repetir erros

Gerenciar as pessoas para que arquivem informações num sistema e retenham conhecimento, de modo que não repitam os mesmos equívocos, tende a reduzir os erros;

Estimula a produção e a motivação

O diferencial de competitividade entre as empresas está no entender a essência das pessoas, dos seus talentos, inteligências e conhecimentos, que agregam valores para as organizações. Motivação e produtividade estão diretamente ligadas e há dados de que funcionários motivados aumentam os lucros em quase 50%.

Um profissional de qualidade mantém-se atualizado sempre que possível. Quando se trabalha num setor como o de RH, acaba sendo encarregado de uma das mais árduas tarefas que um profissional pode receber: a de alinhar as práticas de gestão de pessoas de modo a obter atitudes e comportamentos que ajudem a organização a alcançar seus grandes objetivos.

Confira a lista dos 10 livros

1) Competindo pelo futuro

(Elsevier Editora, 1996), de Gary Hamel e C.K. Prahalad

O livro apresenta um painel sobre o que a empresa deve fazer hoje se quiser ocupar uma posição de liderança no futuro. Serve de manual para empreendedores e de guia para a criação dos mercados de amanhã. Os autores desafiam o leitor a desenvolver a capacidade de se antecipar às mudanças, a definir uma intenção estratégica, a alavancar recursos e a revitalizar o processo da criação de negócios.

 

2) Inteligência Emocional

(Objetiva, 1995), de David Goleman

Segundo Goleman, a consciência das emoções é essencial para o desenvolvimento da inteligência. Exemplos cotidianos do autor mostram como a incapacidade de lidar com as próprias emoções pode minar carreiras promissoras e destruir vidas. No livro, são descritas as cinco habilidades-chave da inteligência emocional e mostra como elas determinam nosso êxito nos relacionamentos e no trabalho.

 

3) Gerenciando o Lado Humano da Empresa

(QualityMark, 1960), de Bennis Warren, Deborah C. Stephens e Gary Heil

Este livro aplica as ideias de McGregor, um dos pensadores mais influentes na área das relações humanas, ao mundo empresarial de hoje, provando que o aspecto humano do trabalho é fundamental para a eficácia organizacional. Os autores sugerem ainda como mudar a forma de pensar e implementar as idéias de McGregor na própria empresa e no ambiente de trabalho.

 

4) Competência – A Chave do Desempenho

(Atlas Editora, 2012), de Cecília Whitaker Bergamini

O livro demonstra como os recursos da competência individual passaram a ser um um elemento de extrema importância no diferencial competitivo entre as organizações. É imprescindível contar com colaboradores que sejam, sobretudo, competentes. Cada um deles precisa conhecer e gostar da sua área de atuação para tornar-se competente naquilo que faz.

 

5) Equipes 100% energizadas

(Virgiliae, 2011), de Heike Bruch e Bernd Vogel

Sustentado por pesquisa e estudos de casos de diferentes empresas, o livro apresenta técnicas práticas para ajudar os gestores a livrarem suas equipes das armadilhas da inércia, da energia corrosiva e da aceleração excessiva e, rumo à energia produtiva, realizarem ao máximo o potencial humano de que dispõem. O livro inclui um apêndice com o Questionário de Energia Organizacional.

 

6) Gestão de Pessoas

(Manole, 2014), de Idalberto Chiavenato

O livro trata dos novos desafios da gestão de pessoas e direciona a atenção do leitor para seis ações que, inerentemente, se conectam em rede: agregar, recompensar, desenvolver, monitorar, manter e, por fim, aplicar pessoas. Juntos, esses tópicos constituem a base estrutural do livro e a base da gestão de qualquer equipe dentro de uma organização.

 

7) Sistemas colaborativos

(Elsevier, 20119), de Hugo Fuks e Mariano Pimentel

Os autores analisam os sistemas que dão suporte ao trabalho em grupo, tais como redes sociais, sistemas de comunicação, ambientes virtuais colaborativos. São discutidos os aspectos sociais e técnicos relacionados ao desenvolvimento dos sistemas colaborativos. O objetivo é desenvolver a competência em analisar e projetar sistemas colaborativos para o trabalho e a interação na sociedade conectada.

 

8) Um novo jeito de trabalhar

(Sextante, 2015), de Laszlo Bock

O livro apresenta os bastidores do Google, gigante do Vale do Silício, compartilhando detalhes sobre os processos de recrutamento e seleção, a importância da cultura e as ferramentas de gestão de pessoas. Revela por que o Google é sempre eleito um dos melhores lugares para se trabalhar, com exemplos práticos de ações que melhoraram o desempenho e a satisfação dos funcionários.

 

9) O gestor eficaz

(LTC, 1990), de Peter F. Drucker

O livro destaca o princípio de que a eficácia pode ser aprendida. Os gestores são pagos para serem eficazes. Rigor intelectual, praticidade e profundo conhecimento das tendências administrativas são itens importantes para quem deseja praticar uma boa gestão de pessoal dentro da organização. Drucker foi o precursor do que hoje se chama “melhores práticas”, antes do termo virar moda.

 

10) Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes

(Best Seller, 1989), de Stephen Covey

Inspirado no Gestor Eficaz, citado acima, o livro aborda tudo o que um gestor precisa fazer para alcançar o equilíbrio social, mental e profissional. Mais tarde, 15 anos depois, Stephen Covey publicou o livro The 8th Habit, onde explorou o oitavo hábito das pessoas altamente eficazes, que envolve mais aspectos ligados à noções de grandeza e inspiração.

 

Conclusão

Neste artigo, você viu como funcionários motivados e como a performance do gestor de pessoas são fatores importantes para, entre outras coisas, potencializar a performance da equipe para uma boa captação.

Figura fundamental no planejamento estratégico de Gestão de Pessoas, o gestor deve promover condições favoráveis para que a equipe sinta-se motivada a gerar resultados. Saiba mais sobre isto no link: Como um gestor de captação de alunos pode somar na sua equipe?

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Sérgio Fiuza

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Sérgio é VP de Mercado da Quero Educação, startup que já inclui mais de 300 mil estudantes no ensino superior brasileiro por meio da concessão de bolsas de estudo. Além disso, construiu também carreira acadêmica, atuando como professor na Fundação Dom Cabral e Fundação Getúlio Vargas, além de participar de projetos no MIT e na Michigan State University.

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