7 cursos que sua instituição de ensino precisa ter no catálogo até 2020

Descubra os cursos que sua instituição de ensino precisa ter no catálogo: Automação e inteligência artificial vão substituir postos de trabalho que conhecemos e novas profissões já começaram a surgir.

Há alguns cursos que sua IE precisa ter no catálogo até 2020. Por quê?

Indústrias e modelos de negócios vêm se transformando graças ao ritmo acelerado das mudanças tecnológicas, socioeconômicas e demográficas.

Como consequência, mudam também as habilidades que os empregadores exigem dos funcionários. Robótica e machine learning vêm substituindo pessoas ou executando tarefas específicas, isso facilita que os profissionais se dediquem ao aprendizado de outras funções.

Há estudos que preveem que a inserção de robôs e outros avanços tecnológicos vão custar aos seres humanos aproximadamente 5 milhões de empregos até 2020.

Já no ano que vem, cerca de 20% dos empregos sujos, perigosos e difíceis da Malásia poderão ser executados por máquinas em vez de seres humanos.

A quarta revolução industrial promete aumentar sistemas inteligentes capazes de trabalhar mais horas do que os humanos, mas algo preocupa os empregadores mais do que o desemprego: a falta de habilidades necessárias para os empregos do futuro.

cursos que sua instituição de ensino precisa ter

É nesse cenário que as instituições de ensino irão desempenhar importante papel no preparo de mão de obra altamente qualificada para assumir as novas funções.

Acrescentar alguns cursos no catálogo da instituição até 2020 torna-se pertinente.

Instituições de ensino devem adaptar-se à nova realidade mundial

Instituições de ensino não têm outro caminho a não ser se ajustarem às mudanças que vêm ocorrendo no mundo todo. Atualizar o catálogo de cursos da instituição até 2020 é uma medida para suprir a demanda das empresas do futuro.

Essa é uma das razões de tanto falarem na necessidade de aproximar a educação à realidade. O que se aprende em sala, muitas vezes, nem se compara à vivência profissional no Brasil e no mundo.

As IEs precisam ser capazes de devolver à sociedade profissionais talentosos para a força de trabalho.

7 cursos que sua instituição de ensino precisa ter no catálogo até 2020

Com base nas previsões de especialistas, aqui vão algumas áreas profissionais que ainda estarão em alta nos próximos anos.

 

  • Segurança da informação

A guerra cibernética será a nova ameaça terrorista e os ciberataques vão custar bilhões por ano aos países.

A demanda por profissionais de Tecnologia da Informação e Comunicação deve aumentar. É bom que haja IES preparadas para investir em cursos de bacharelado ou mestrado em Tecnologia da Informação, com o conhecimento necessário para criar um ambiente de segurança cibernética.

 

  • Criação, mídia e marketing

Cursos aprofundados de Mídia ou Indústrias Criativas poderão suprir o aumento da demanda por profissionais de criação, mídia e marketing, sobretudo com foco na internet.

O SEO (Search Engine Optimization) já começou a ter bastante importância com a necessidade de destacar páginas para os motores de busca.

 

  • Finanças

Entre os cursos que sua IES precisa ter no catálogo estão os relacionados às finanças.

Com as dúvidas sobre a reforma da previdência, fala-se até num conselheiro de aposentadoria, profissional que deve entender do mercado e de cálculos para aconselhar as pessoas sobre como planejar  a aposentadoria.

A demanda por matemáticos e estatísticos também deve crescer com a necessidade de interpretação de dados quantitativos, simulações e aplicação de teorias matemáticas nos negócios.

 

  • Design de ciborgues

A profissão não existe ainda. Parece ficção científica, mas num futuro próximo, designers de ciborgues poderão ser procurados conforme os humanos tentam se fundir com máquinas para superar suas limitações naturais (vide exoesqueleto).

Invenções cibernéticas não humanas podem ser desenvolvidos para uso em saúde, esportes, viagens ao espaço e outras indústrias.

 

  • Professor online

No Brasil, professores já têm sido chamados de “tutores à distância”, graças à expansão da EaD em todo o mundo.

Ao contrário do Brasil, cursos EaD em outros países podem custar mais caro do que os presenciais. A tendência é que isso mude por aqui também, conforme a modalidade se torne mais popular entre os estudantes.

No campo offline, as IES precisam destinar atenção especial à necessidade de especialistas em primeira infância e educação especial, que tende a aumentar.

 

  • Saúde

Entre os cursos que sua IES precisa ter no catálogo até 2020, estão os que formam gerontólogos, enfermeiros e auxiliares, afinal, a população está envelhecendo.

As profissões atreladas aos serviços de saúde, como assistentes de terapia e de terapia ocupacional, auxiliares de fisioterapia, auxiliares de saúde domiciliar e enfermeiros terão alta demanda.

Regiões inteiras vão sofrer com grave escassez de médicos, o que já ocorre no Brasil, o que pode levar à demanda de profissionais não-médicos capazes de diagnosticar e tratar pacientes com condições agudas e crônicas.

Cursos de pós-graduação voltados para enfermeiros podem ajudar a preencher a brecha.

 

  • Energias renováveis e/ou alternativas

As energias eólica e solar são importantes na transição da humanidade para um futuro de energia limpa.

Com a queda no preço, a energia solar ficará mais acessível para empresas e pessoas comuns, e a procura por técnicos vai sustentar essa indústria por várias décadas.

A tendência é que, apesar da força contrária, haja uma busca por maneiras de se obter recursos com impacto reduzido ao meio ambiente.

Conclusão

Os novos tempos trarão desafios para todos. É vital que as instituições de ensino pensem para além de empregar funcionários para funções que já existem, mas que pesquisem sobre como podem capacitar mão de obra para a próxima geração.

Análise de mercado, experiência do usuário, engenharia das coisas, desenvolvimento de jogos e aplicativos, drones, ciência ambiental e agricultura de precisão (o agronegócio é responsável por 20% do PIB Brasileiro) não vão sair de moda tão cedo.

Segundo o professor Mahendhiran Nair, CEO da universidade australiana Monash University, as instituições de ensino devem trabalhar com os alunos experimentação, pensamento crítico e boas habilidades técnicas.

“Pode ser que não tenhamos controle sobre a revolução tecnológica, então devemos nos concentrar no que podemos fazer para apoiar estudantes e profissionais, alimentando-os, aprimorando-os e preparando-os para serem mais ágeis no cenário econômico em constante mudança”, disse o professor.

Não limitado aos cursos que a IES precisa ter no catálogo até 2020, deve-se trabalhar também habilidades de comunicação, de aprendizado rápido e o raciocínio de associação, para combinar ideias diferentes e estabelecer valor pela inovação.

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Patrick Caldas

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Patrick é VP de Parcerias da Quero Educação, startup que já inclui mais de 300 mil estudantes no ensino superior brasileiro por meio da concessão de bolsas de estudo. Formou-se em Engenharia Aeronáutica no ITA e possui experiência nas áreas de Finanças, Logística, Gestão, Planejamento Estratégico e Inteligência de Mercado, atuando em empresas nacionais e multinacionais de pequeno, médio e grande porte.

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